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sábado, 11 de outubro de 2014

INTENSIVO ASHTANGA VINYASA YOGA & VEDÁNTA - COM RICARDO VIEGAS - ESTÚDIO YOGA YOUR'SELF - CALDAS DA RAINHA - SÁBADO 01 NOVEMBRO 2014

Neste intensivo iremos evidenciar o foco no alinhamento postural, o vinyása krama (associação entre movimento e respiração) e a adaptação da natureza da prática à natureza individual de cada praticante.
Visitamos o legado de Patabhi Jois, de Mysore, que se tornou especialmente conhecido por ter popularizado o método Ashtanga Vinyasa Yoga. Este sistema terá sido desenvolvido por Krishnamacharya quando ensinou no Palácio de Mysore e, posteriormente, aprofundado pelo seu aluno P. Jois.

A prática de AVY é estruturada em grupos de sequências de ásanas, pre-determinadas, associadas à respiração vitoriosa (ujjáyi pránáyáma), fixações do olhar (drishti) e activações musculares (bandhas). Existem 3 séries, a primeira, yoga chikitsa, a intermédia, nádi shodhana e a avançada, sthira bhaga, que se subdivide em quatro, num total de seis séries.

A primeira série significa literalmente yoga terapia e a segunda purificação das nádís. Os seus nomes destacam bem os objectivos a que se propõem.

O propósito deste método é realizar uma limpeza interna intensa. A combinação entre movimento e respiração na realização dos ásanas aquece o sistema circulatório. O sangue espesso acumula impurezas e estas resultam em doenças e desarmonia no praticante. A ardência presente na prática purifica o sangue, tornando-o fluído para que este possa circular livremente nas articulações e músculos, removendo a dor, e renovando o sangue nos orgões internos. Quando a corrente sanguínea está comprometida, a dor acontece. A transpiração é um importante efeito associado a esta prática, porque é através desta que as impurezas e doenças abandonam o corpo. O corpo físico / denso é a morada dos demais corpos sutis: energia, mente, intelecto, emoção, uma vez purificado corpo, torna-se possível a purificação destas camadas mais sublimes que constituem o ser humano.

Neste intensivo convidamos os praticantes a experimentarem a primeira série completa, com as devidas adaptações e ajustes individuais, e abriremos a porta para a prática da segunda série para praticantes entusiastas e com disponibilidade e vontade para tal.

Propomo-nos a descobrir e conhecer este método tradicional de Yoga, removendo alguma compreensão ou visão equivocada que possa entender esta prática como exercícios de fitness, acrobacia ou contorcionismo, mas antes como um precioso suporte para o auto-conhecimento, para a libertação dos condicionamentos impostos pela ignorância existencial, para a reflexão pessoal e universal, para a aceitação e compreensão que a verdadeira natureza de cada um é plena independentemente dos seus atributos, qualidades, ou limites, ou do número de ásanas que realiza. Para tal, praticaremos à guisa do Advaita Vedanta, respeitando a tradição em que este método foi desenvolvido, o smarta sampradaya, ao qual Patabhi Jois pertencia.

PROGRAMA:

De manhã, a prática de Ashtanga Vinyasa Yoga será guiada, iniciando com a Patañjalam Charanam, invocação ao mestre Patañjali, seguida da prática de Súrya Namaskar, saudação ao sol, séries A e B, e a execução completa da primeira série, Yoga Chikitsa. Segue-se uma prática de relaxamento profundo, Yoga Nidrá, e conclui o programa da manhã com o Mangalam Mantra, mantra de encerramento pela Felicidade.

Pela tarde, entoamos e estudamos um Shántih Pathah, invocação pela Paz, seguido de uma prática regenerativa de ásana integral, e Pránáyáma, prática de técnicas respiratórias, concluindo com um Nidhidhyasana, meditação de contemplação de tradição Vedánta. Ao longo do intensivo, irremediavelmente, como bons mantreiros que somos, visitamos alguns bhajans! Espaço para esclarecimento, perguntas e questões no final de cada turno.

Vagas limitadas a 12 participantes! Não se atrasem!

Informações e Inscrições: Nancy Justo Yoga Your' Self
info@yogayourself.PT
TLM: 915 015 496

Harih Om!

FIM DE SEMANA INTENSIVO - YOGA E VEDANTA - com Ricardo Viegas - O VALOR DOS VALORES: Prática e estudo à luz do 13º capítulo da Bhagavadgitá - 29 e 30 Nov. 2014 - Bem Me Quero _Coimbra

Neste curso que combina práticas de Hatha Yoga com estudo de Advaita Vedanta (autoconhecimento não-dual), convidamos os participantes a refletirem sobre o código de 20 valores que Sri Krshna transmite ao príncipe guerreiro Arjuna no campo de batalha narrado na Bhagavadgitá.

Quando ouvimos a palavra “valor” pensamos em algo que nos seja relevante ou fundamental. Cada um de nós se rege por uma escala de valores, um código de conduta ética individual, aos quais nos mantemos fiéis (ou pelo menos assim tentamos). Porém, observamos que estes valores são bastante subjetivos, ou seja, o valor acaba por ter o valor que cada um lhe atribui, varia de acordo com o interveniente, no tempo e no espaço considerados. No entanto, para além destes valores caracterizados pela subjetividade, existem uma série de valores que não mudam, que são intemporais e valem para todas as pessoas e situações. Aqueles valores que mudam de acordo com o tempo ou circunstância podem ser chamados de “moral”.

Os que não mudam chamaremos aqui de “ética”, em sânscrito, dharma. Os valores expostos por Krshna são deste último tipo: perenes, no sentido em que não mudam, não envelhecem, e universais, no sentido em que valem para todas as pessoas em todas as circunstâncias.

Se esses valores pemitiram naquele contexto que Arjuna compreendesse íntima e profundamente o seu lugar naquela situação dramática, poderão certamente funcionar para qualquer um de nós nos dias de hoje, uma vez que nos apresentam novas possibilidades para os relacionamentos, escolhas possíveis e esclarecidas para as nossas ações, e novos paradigmas que possam neutralizar tanto os nossos condicionamentos quanto as imperfeições do nosso caráter.

Praticantes de todas as tradições do Yoga são bem-vindos. Ao longo do encontro teremos práticas de ásana, mantra, pránáyáma, relaxamento e meditação, além de momentos de estudo e reflexão. Aguardamos por si. Namaste!

Programa / Inscrições / Informações: 239 403 624 / 915 448 303 / bemmquero@gmail.com / www.bemmequero.pt

Prática Intensiva de Yoga e Vedanta - Domingo 12 Outubro 2014

Namaste amig@s,

venho convidar-vos a estarem presentes para este momento de partilha e aprendizagem através destes grandes pontos de vista existenciais que são o Yoga e o Vedanta.

No próximo domingo, 12 de Outubro estarei a facilitar uma prática intensiva à luz do ensinamento do mestre Patañjali, dando enfâse desta vez ao 4º capítulo: Kaivalya Padah (A Trilha da Liberdade) da sua obra máxima, os Yoga Sútras de Patañjali.

Neste capítulo o mestre descreve o caminho para o desapego dos desejos mundanos, explicando como os estados de consciência mentais se podem tornar puros e inteligentes, para o libertar das amarras da natureza, e para o cumprimento do derradeiro objetivo, a liberdade absoluta.
Este capítulo pode-se dizer que trata da derradeira busca pela alma, antarátma sádhana.

Sintam-se desde já convidad@s e bem-vind@s!

Não deixem de consultar a imagem em anexo para mais informações.
Inscrições para yogalgarve@gmail.com.

Om Shántih Shántih Shántih

quarta-feira, 28 de maio de 2014

PRÁNÁYÁMA - OS EFEITOS DO PRÁNÁYÁMA


Os Efeitos do Pránáyáma

Apesar da prática de ásana produzir efeitos semelhantes no corpo, o pránáyáma afecta a expansão rítmica dos pulmões, criando a circulação apropriada para os fluídos corporais dentro dos rins, estômago, fígado, vesícula e intestinos, na pele, e nos restantes orgãos.

O pránáyáma ajuda a manter a circulação sanguínea fluída, tonificando assim os nervos, o cérebro, a espinha dorsal, e os músculos cardíacos, contribuindo desta forma para a sua eficiência.

Na H.Y.P. (II:16-17), afirma-se que a prática regular de pránáyáma previne e cura doenças. A prática irregular, no entanto, pode resultar em episódios de asma, tosse, hiper-tensão, dores no peito ou coração, nos olhos e ouvidos, secura da língua, e rigidez bronquiolitica.
O pránáyáma purifica as nádis, protege os orgãos internos e células, e neutralisa o ácido lácteo, que causa fadiga e dor articular e muscular, permitindo uma recuperação rápida do corpo após esforço muscular intenso.

Favorece a digestão, o vigor, a vitalidade, a percepção e a memória. Liberta a mente dos condicionamentos físicos, aguça o intelecto, e ilumina o ser. A prática produz força e conhecimento. Diariamente, promove o sucesso e a consciência perfeita, purgando o praticante em relação ao medo da morte (Shiva Samhitá, IV: 17-18). O praticante experiencia o estado de serenidade, não se preocupa mais em relação às experiências do passado ou às expectativas para o futuro, permanece constantemente focado no momento presente.

Nádis e Chakras – o corpo subtil e os centros energéticos

A palavra nádi deriva do termo nád, que significa um caule oco, som, vibração ou ressonância. As nádis são tubos, leitos, ou canais que carregam ar, água, sangue, nutrientes, e outras substâncias através do corpo. Estas são as nossas artérias, veias, vasos capilares, brônquios, etc. Nos nossos corpos subtis ou espirituais, que não podem ser medidos, estas são canais para a energia cósmica, vital, seminal, entre outras, e ainda para as sensações, consciência ou aura espiritual / corpo astral. Estas são chamadas por diferentes nomes, de acordo com a sua função. Nadikás são pequenas nádis, e nádichakras são pequenos orgãos, tal como as glândulas ou gângleos, e os plexos nos 3 corpos: denso, subtil, e causal.

É mencionado na Varahopanishád (V, 54 – 55) que as nádis penetram o corpo desde a sola dos pés até à coroa na cabeça. Nestas flui o prána, o sopro vital, e no prána reside o Átma (Ser), que é por sua vez a residência da Shakti, a matrix criadora dos mundos animado e inanimado.
Todas as nádis originam num dos 2 centros: o coração, e o ventre. 12 dígitos acima do ânus e dos orgãos genitais, logo abaixo do umbigo, encontra-se um bolbo luminoso em forma de ovo chamado de kanda sthala. A partir do Kanda, 72000 nádis espalham-se através do corpo, cada uma destas ramifica-se noutras 72000. Movem-se em todas as direcções e cada uma destas tem uma função específica. A Shivá Samhita menciona 350000 nádis, das quais 14 são mencionadas como sendo as mais importantes. Destas 14 destacamos as 3 mais vitais, e essas são sushúmna, idá e pingalá. O sushúmna, que flui pelo centro da coluna vertebral, é bifurcado na raíz e conclui na coroa na cabeça, no lótus de mil pétalas (sahásrara). Este é chamado de suporte do universo, vishvadharini, brahmanádi, o leito de Brahma, ou a abertura de Brahma, Brahmarandhra. A sua natureza é sattvica, iluminada, brilhante. Diz-se que quando o prána flui no sushúmna, o tempo (ou a noção de) é engolido.
A energia que passa através de idá, pingalá, e sushúmna é chamada de bindu, literalmente um ponto constituído sem qualquer parte ou magnitude. Estas 3 nádis representam categoricamente a nádi lunar, a nádi solar, e a nádi de fogo. Antes do termo kundaliní ter entrado em voga, agni (fogo) era o termo usado para representar o poder divino que purifica e ascende tal como o fogo. Através da disciplina do Yoga, a serpente de energia (kundalini) que se encontra adormecida no kanda, na base da coluna, é forçada a despertar e ascender, tal e qual como o vapor, através do sushúmna, em direcção ao sahasrára. Quando a energia criativa (shakti) da kundalini é desperta, idá e pingalá fundem-se no sushúmna (Shiva Samhita, V:3).

Chakra significa roda, anel, centro. Chakras são rodas voadoras, irradiando energia, localizados em centros vitais ao longo da coluna vertebral, ligando as nádis aos variados koshas (camadas). Tal como uma antena capta um sinal de rádio e o transforma em som e música através de um aparelho de rádio, os chakras captam vibrações cósmicas e distribuem-nas pelo corpo através das nádis. O corpo reúne em si todo o universo, um microcosmos dentro do macrocosmos, aos níveis denso, subtil, e espiritual. De acordo com os textos de Yoga, outras duas energias muito importantes que pervadem o corpo são a energia solar que irradia no corpo através da nádi pingalá, e a energia lunar, que flui no corpo através de idá nádi. Quando estas duas nádis se entrecruzam entre si, formam os chakras ao longo do sushúmna.

Os principais chakras são: 1. Múladhára chakra – múla (raíz, fonte), ádhára (suporte, elemento vital), situado na pélvis, sobre o ânus; 2. Svádhistána chakra – assento da força vital, situado acima dos orgão sexuais; 3. Manipura chakra – situado na região do umbigo; 4. Anaháta chakra, situado na região cardíaca; 5. Vishuddha chakra – (puro), situado na região da faringe; 6. Ájñà chakra – (comando), situado na região entre as sobrancelhas; 7. Sahasrára chakra – (lótus de mil pétalas), situado na coroa da cabeça.

O múladhára chakra tem como base o elemento terra (prthvi tattva) e o cheiro. É a base da camada de alimento (annamayakosha), conectado com a absorção de comida e a excreção de fezes. Quando este chakra está activo, o praticante atinge firmeza em termos de vitalidade e sublima a sua energia sexual.

O svádhisthana chakra tem como base o elemento água (ap) e o sabor. Quando está activo, o sádhaka fica livre de doenças, e adquire uma saúde vibrante. Não se sentindo cansado, fatigado, este desenvolve uma atitude amigável e compassiva.

O manipura chakra tem como base o elemento fogo (agni) e quando este está activado o praticante obtém a calma mesmo em circunstâncias adversas. O svádhistana e o manipura chakras são o fundamento do pránamayakosha (camada sutil, energética).

O anahata chakra tem por base o elemento air (vayu) e o toque. Fica situado na região do coração físico e espiritual. Representa o corpo psicológico, ou manomayakosha (camada mental). Quando activo, fortalece o coração, desenvolve a adoração/devoçaõ (bhakti), e conhecimento (jñana). Estes libertam o sadhaka do prazer sensual e encaminham para a via da espiritualidade.

O vishuddha chakra, na região da garganta, topo do peito, e base do pescoço, é regido pelo elemento éter (akásh). Representa o corpo intelectual (vijñanamayakosha). Quando activo, o praticante desenvolve grande poder de compreensão, ele torna-se intelectualmente alerta, o seu discurso torna-se distinto, claro e fluente.

O ájñá chakra representa o assento do anandamayakosha, a camada emocional. Quando activo, o praticante desenvolve controle perfeito sobre o corpo e desenvolve a sua aura espiritual.

O sahasrára chakra é o assento do Ser Supremo (Parabhraman) ao final do brahmanádi ou sushúmna. Quando activo, o sadhaka torna-se um siddha, uma alma emancipada, um sábio.

PRÁNÁYÁMA - PRÁNA VAYUS: OS 5 TIPOS DE ENERGIA VITAL


Prána-vayus: os 5 tipos de energia vital

Prána é normalmente traduzido como respiração / fôlego / alento, no entanto esta é apenas uma das suas muitas manifestações no corpo humano. Se a respiração parar, também a vida pára. Na Shiva Samhita é chamado de vayu-sádhana (vayu: vento, sopro, respiração; sádhana: prática ou busca).

Os sábios indianos sabiam que todas as funções do corpo eram desenvolvidas por 5 tipos de energia vital (prána-váyus), todos estes são conhecidos genericamente como prána, mas a acepção do termo aqui refere-se ao particular: prána, apána, samána, udána, e vyána. Estes são aspectos específicos de uma só força cósmica vital.

O Prána move-se na região toráxica e controla a respiração, absorve a energia atmosférica vital.
Apána move-se no baixo ventre e controla a excreção de urina, sémen e fezes.
Samána atiça o fogo interno, favorecendo a digestão, e mantendo harmoniosamente as funções dos orgãos abdominais. Integra a totalidade do corpo denso humano.
Udána trabalha através da garganta, na laringe e faringe, controla as cordas vocais, a absorção de ar e de comida.
Vyána pervade todo o corpo, distribuindo a energia derivada da comida e da respiração através das artérias, veias e nervos.

No pránáyáma, o prána-vayu é activado pela inspiração, e o apána-vayu pela expiração. O udána-vayu eleva a energia a partir da base da coluna até ao cérebro. O vyána-vayu funciona essencialmente como o meio pelo qual o prána e o apána transferem energia de um para o outro.

YOGA NIDRA: CONCEITO – ORIGEM – HISTÓRIA


YOGA NIDRA: CONCEITO – ORIGEM – HISTÓRIA

Yoga nidra é um método sistematizado para induzir o completo relaxamento fisico, mental e emocional. Neste conceito podemos entender o nome como Yoga - união entre o estado (avastah) de vigilia (jagara), sono (svapna), e sonho (sushuptam); ou atentividade focada sobre um ponto; e Nidra - sono consciente. Assim, Yoga Nidra pode ser definido como a arte do relaxamento consciente ou o estado de sono dinamico.

Este grupo técnico tem origem na prática tantrica de Nyasa (significa "colocar ou levar a mente para determinado ponto). Essa prática consistia em permanecer na postura sentada e envolvia o uso de mantras especificos que eram direccionados, sentidos ou experienciados em diferentes partes do corpo. Nyasa era uma forma de consagrar o corpo fisico para o prover de elevada atentividade / concentração, ou consciencia divina. Esta prática poderia resultar num ritual até 6 horas de duracao.

As técnicas de Yoga Nidra que se praticam na actualidade resultam do imenso contributo nesta área por parte de Swami Satyananda Saraswati, nascido em Almora, Uttar Pradesh, 1923. Em 1943 conhece o seu mestre, Swami Sivananda, em Rishikesh, e foi assim, que atraves do seu ensinamento e experiencia partilhada neste periodo, desenvolveu as técnicas sem o rigor tradicional do Nyasa no que toca ao dominio do sanscrito e dos mantras ritualizados, mas aproveitando ao maximo os beneficios desta tradição, podendo assim ser praticada por qualquer pessoa independentemente de cultura ou religiao.

No Raja Yoga (ou Ashtanga Yoga) de Patañjali é apresentado um grupo técnico chamado de Pratyahara (retraccao dos sentidos) , onde a mente e o foco mental são desassociados dos canais sensoriais. A atentividade é direccionada para o mundo interno, afastando-se das experiencias externas. Se percebermos que a consciencia não tem associação /dependencia directa da atenção ao mundo externo ou ao sono, incorremos no despertar de uma vibração sutil extremamente poderosa com capacidade para, por exemplo, desenvolver a memória, aumentar o conhecimento, expandir a criatividade, ou até participar activamente na transformação da sua propria natureza. Yoga Nidra é um aspecto de Pratyahara que conduz a estados elevados de concentração, meditação e samadhi.

Na mitologia hindu, o simbolo do Yoga Nidra é o Sri Narayana (Vishnu) relaxando num oceano de leite. Ele está deitado sobre uma serpente com mil cabecas, e a devi Lakshmi massaja os seus pés. Da sua barriga floresce uma flor de lotus, com Brahma, simbolo da inconsciencia e do não-manifestado, sentado sobre este. Esta analogia representa o manifesto do inconsciente durante a prática de Yoga Nidra.